O campo Tipo de Armazém (B2_TIPO) no sistema TOTVS Protheus classifica os armazéns em três tipos: Padrão, Próprio e Terceiros, garantindo que saldos de naturezas distintas não se misturem. Transferências entre armazéns de tipos diferentes são bloqueadas para preservar a integridade fiscal e física do estoque, evitando inconsistências e problemas em obrigações fiscais como o Bloco K. A escolha do tipo depende da maturidade dos processos do cliente.
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Dúvida
Qual é a funcionalidade do campo Tipo de Armazém (B2_TIPO), como ocorrem suas validações no sistema e por que não é possível realizar transferências entre armazéns de tipos diferentes?
Ambiente
Cross Segmento - TOTVS Backoffice (Linha Protheus) - Estoque/Custos - Todas as versões.
Solução
A funcionalidade do campo Tipo de Armazém (B2_TIPO), implementado na rotina de Saldos em Estoque (MATA225), é definir e separar a natureza dos saldos armazenados pela empresa. Ele atua como uma trava de integridade para garantir que saldos de naturezas distintas não sejam misturados indevidamente.
Existem três opções configuráveis para este campo:
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1 = Padrão: Permite qualquer tipo de movimentação.
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2 = Próprio: Permite qualquer movimentação, exceto saldo de poder de terceiros.
3 = Terceiros: Permite somente movimentações de poder de terceiros, que devem ser realizadas via documentos de entrada/saída com a TES configurada para esse fim.
O módulo de Estoque (SIGAEST) possui validações ativas para o Tipo de Armazém:
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A rotina de Saldos (MATA225) permite a classificação do armazém.
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Nas Movimentações Internas (MATA240/MATA241), o sistema bloqueia a inclusão de movimentos internos para armazéns do tipo 3 = Terceiros.
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Os armazéns de Terceiros só aceitam movimentações via documentos fiscais.
Em Documentos de Entrada/Saída, os armazéns do tipo 2 = Próprio bloqueiam notas fiscais que tentem movimentar poder de terceiros.
O sistema impede a transferência de saldos quando o tipo do armazém de destino é diferente do tipo do armazém de origem, apresentando o help BLOQLOC5. Essa trava existe para preservar a integridade fiscal e física do saldo. Se fosse permitida a transferência de um saldo de um armazém Próprio para um de Terceiros, ocorreria uma inconsistência grave, mascarando um saldo pertencente à empresa em um local destinado apenas a itens que não são de sua propriedade. Essa restrição evita furos de estoque e problemas em obrigações fiscais, como o Bloco K, onde distinguir posse de propriedade é fundamental.
A orientação sobre qual tipo de armazém utilizar depende da maturidade dos processos do cliente:
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O tipo "Padrão" é indicado para clientes que não precisam segregar fisicamente o estoque de terceiros do estoque próprio e que desejam manter o comportamento legado do sistema.
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Os tipos "Próprio/Terceiros" são indicados para clientes com processos rigorosos de auditoria e armazéns físicos distintos para mercadorias de terceiros, como regimes de comodato ou conserto.
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Ao optar pela segregação (Próprio/Terceiros), a operação se torna mais rígida, exigindo documentos fiscais específicos para alimentar os armazéns de terceiros e impedindo que ajustes manuais simples sejam feitos via rotina de movimentos internos.
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